Se tem um tema que, nos meus anos trabalhando com tecnologia financeira, vi crescer e transformar o mercado, esse tema é a integração entre sistemas e bancos. Ao conversar com clientes, parceiros ou colegas contadores, uma dúvida surge logo: “Afinal, Open Finance é só uma API bancária?” No início, confesso que eu mesmo pensava que era tudo quase igual. Mas em 2025, essas duas coisas já seguem caminhos próprios e têm impactos bem diferentes para empresas e profissionais. Neste artigo, quero compartilhar minhas percepções, experiências e o que de fato muda (e vai mudar ainda mais) ao comparar Open Finance e API bancária.
De onde viemos: a evolução das integrações financeiras
Antes de Open Finance, APIs bancárias eram a principal ponte entre sistemas de gestão (contábeis, ERP, CRMs) e bancos. Via API, era possível acessar extratos, lançar pagamentos e automatizar tarefas que antes exigiam planilhas, exportações e muitos cliques. Para quem, como eu, já recorreu a arquivos OFX ou CSV para importar dados financeiros, a diferença da automação já era notável. Só que a API bancária, apesar de útil, tem limitações claras.
- Funcionam conforme o banco permite, nem sempre padronizadas
- Normalmente exigem integrações manuais e projetos específicos por instituição
- Nem sempre atendem pessoas físicas e jurídicas ao mesmo tempo
- Requerem cadastros, tokens e contratos à parte em cada banco
A chegada de plataformas como a Openi, integrando centenas de instituições financeiras e sistemas contábeis, mostrou que dar mais poder de escolha ao usuário seria um caminho sem volta.
O que é Open Finance na prática?
Muita gente ainda confunde Open Finance com sendo apenas uma troca de dados bancários via API, mas há diferenças fundamentais. Open Finance nasceu de uma iniciativa do Banco Central, criando um ecossistema aberto e regulado para o compartilhamento de dados (sempre com consentimento e segurança). Diferente de uma API isolada, o foco do Open Finance é criar uma infraestrutura padronizada para todos interagirem, bancos, fintechs, empresas, consumidores, órgãos públicos.
O modelo gira em torno de pontos essenciais:
- Consentimento claro do titular dos dados (pessoa física ou jurídica)
- Padronização técnica nacional por instituição reguladora (no caso brasileiro, o Banco Central)
- Integração automática entre múltiplos bancos, não só um fornecedor
- Maior facilidade para portar dados, iniciar pagamentos e acessar serviços personalizados

Segundo uma análise divulgada em outubro de 2024, o número de consentimentos únicos ativos no Open Finance no Brasil chegou a 37 milhões, com 99% deles de pessoas físicas, mostrando o avanço rápido da aceitação do sistema (saiba mais sobre o estudo).
API bancária: para que serve em 2025?
Mesmo com a onda Open Finance, as APIs bancárias tradicionais não desaparecem. O que vejo no mercado é um papel complementar. Elas seguem sendo úteis, especialmente quando:
- O banco ainda não faz parte do Open Finance
- Há integração profunda com serviços internos do banco
- Processos de ERP ou soluções legadas dependem de contratos/detalhes específicos
Por outro lado, algumas desvantagens permanecem, principalmente a falta de interoperabilidade ampla. A cada novo banco a integrar, novas adaptações. Sinto que para empresas que querem escalabilidade e menor dependência de fornecedor, a API antiga perde força.
Do ponto de vista do negócio: Open Finance traz o que as APIs bancárias não entregam
Quando conheci o funcionamento do Open Finance via plataformas como a Openi, percebi vantagens práticas novas para PMEs, escritórios contábeis, indústrias e o próprio varejo. Vou listar aqui o que realmente muda quando se faz a transição da API bancária para o Open Finance:
- Gestão de múltiplas contas e bancos simplificada (não há recontratações a cada integração nova)
- Padronização das integrações, reduzindo riscos de erro e divergências nos lançamentos financeiros
- Automação “no-code”, dispensando times inteiros de TI para integrar bancos e sistemas como SAP, TOTVS ou Oracle
- Regulação forte em temas como LGPD e consentimento do usuário, oferecendo tranquilidade jurídica para as empresas
- Acesso a novidades como Pix Inteligente e Pix Automático, que já começaram a transformar o fluxo de pagamentos no Brasil (veja as novidades do Banco Central para 2025 em notícia recente do setor)
O Open Finance está indo além: inicia pagamentos, permite portabilidade de dados e já aponta para empréstimos e investimentos muito mais personalizados nos próximos anos. Qualquer empresa que prioriza agilidade sente o ganho.

Por que a maioria dos usuários ainda não entende o Open Finance?
Apesar do avanço, 55% dos brasileiros afirmaram não conhecer o Open Finance, mesmo quatro anos após seu lançamento pelo Banco Central, segundo dados do Datafolha. Na minha percepção, a comunicação técnica e o uso de termos confusos afastam pequenos empresários e gestores de suas vantagens.
Já compartilhei materiais educativos no blog da Openi, como um guia para treinar equipes em Open Finance, e percebi que, quanto maior a clareza, maior a aceitação. A mensagem é: Open Finance não é só para bancos ou grandes empresas, ele já faz diferença no dia a dia de quem concilia dados financeiros ou administra múltiplos clientes.
Segurança, privacidade e regulação: o medo (e o avanço) do compartilhamento de dados
A dúvida sobre privacidade de dados é unânime. Em cada conversa sobre implementação, a pergunta vem: “Meus dados vão estar seguros?” Em minha experiência, o pilar do Open Finance está justamente em colocar o controle nas mãos do cliente, seja pessoa física ou jurídica. Nenhum dado é compartilhado sem consentimento expresso, e existe monitoramento pelo Banco Central.
Para quem quer referências, publiquei um artigo detalhado sobre segurança de dados no Open Finance recentemente.
Controle e transparência são o centro do novo sistema financeiro brasileiro.
Transformando departamentos financeiros: exemplos e cenários reais
Nas consultorias que prestei, vi muitos escritórios de contabilidade reduzirem erros e horas gastas com conciliações e lançamentos. Indústrias passaram a monitorar recebíveis e fluxo de caixa em tempo real, algo impossível sem integração automática. Plataformas como a Openi tornam essas automações acessíveis mesmo para equipes sem conhecimento em programação.
No varejo, já acompanhei cases em que a gestão centralizada dos dados bancários de várias lojas, via Open Finance, evitou fraudes e antecipou decisões de crédito e cobrança.
Para empresas interessadas em integração entre sistemas contábeis e bancos, indico também o conteúdo que escrevi sobre integrações contábeis. Plataformas que centralizam esse processo, como a Openi, aumentam a flexibilidade sem travar a operação.
Qual caminho escolher em 2025?
Quando avalio um projeto novo (ou oriento clientes), a escolha recai nos objetivos: se a empresa busca integração ágil, futura-proof e menor dependência de fornecedores, Open Finance é o caminho certo. APIs bancárias pontuais ajudam em cenários muito específicos, mas já não são a melhor porta de entrada para a digitalização financeira.
Os próximos anos vão trazer ainda mais recursos no ecossistema Open Finance, incluindo oferta de crédito personalizada e integração com diferentes serviços de valor agregado. Saúde, imobiliárias, PMEs, todos os setores serão beneficiados.
No blog da Openi, mantenho uma lista de artigos sempre atualizada sobre Open Finance e integrações. Recomendo uma leitura para quem quiser aprofundar estratégias.
Conclusão: Open Finance vai além da API bancária
Ao comparar Open Finance e API bancária hoje, vejo que não se trata mais de passos parecidos. O conceito, controle, alcance e possibilidades que o Open Finance traz em 2025 superam qualquer integração pontual de APIs de bancos. Meu conselho para empresas e profissionais do setor financeiro e contábil: o futuro é aberto, padronizado e personalizável. Quem começa a experimentar e implementar agora larga na frente.
Se você ficou curioso sobre como pode simplificar rotinas financeiras, automatizar lançamentos e conhecer as soluções mais modernas do mercado, vale conversar com a equipe da Openi. Faça parte deste novo momento do setor financeiro e descubra os benefícios reais do Open Finance hoje mesmo.
Perguntas frequentes sobre Open Finance e API bancária em 2025
O que é Open Finance?
Open Finance é um sistema regulado pelo Banco Central que permite a compartilhamento padronizado de dados financeiros entre bancos, fintechs e diferentes instituições, sempre com consentimento do usuário. Ele facilita a portabilidade de informações, melhora o acesso a serviços personalizados e proporciona mais controle ao titular dos dados.
O que é API bancária?
API bancária é uma interface digital que possibilita a comunicação entre sistemas e bancos individuais para troca de informações financeiras, como extratos e transações. Cada banco pode ter seu próprio padrão de API, o que demanda integrações customizadas por instituição.
Qual a diferença entre Open Finance e API bancária?
A principal diferença é que Open Finance oferece integração padronizada, nacional e segura entre múltiplos bancos e serviços, enquanto a API bancária tradicional se limita a soluções isoladas de cada instituição financeira. Open Finance prioriza o consentimento do cliente e simplifica a automação de rotinas financeiras.
Open Finance é seguro para meus dados?
Sim, Open Finance é regulado pelo Banco Central e segue normas rígidas de segurança para o tratamento e o compartilhamento dos dados. Os dados só são compartilhados mediante consentimento expresso e podem ser revogados a qualquer momento pelo próprio usuário. Todo o processo é monitorado para garantir transparência e proteção.
Vale a pena usar Open Finance em 2025?
Na minha opinião, sim. Open Finance traz mais flexibilidade, automação e controle das informações financeiras. Para empresas e pessoas físicas que buscam praticidade, redução de processos manuais e acesso a novos serviços, o investimento vale muito a pena em 2025.