Quando comecei a me aprofundar no impacto da reforma tributária nas empresas brasileiras, percebi que adaptar-se ao novo cenário fiscal exige bem mais do que apenas atualizar planilhas. Compliance fiscal se tornou o novo centro das atenções para quem não quer correr riscos ou perder oportunidades. Neste guia, compartilho o que aprendi analisando as mudanças da legislação e vivenciando as dores e dúvidas de colegas, clientes e parceiros de vários setores.
O que muda com a reforma tributária?
A reforma tributária aprovada traz transformações para toda a estrutura dos tributos indiretos brasileiros, especialmente na cobrança sobre o consumo. Leis como PIS, Cofins, ICMS e ISS serão gradualmente extintas e substituídas por novos tributos: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, gerido de forma conjunta por Estados e Municípios), além do Imposto Seletivo para produtos que prejudicam a sociedade, como explica a Receita Federal.
Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária, prevê um aumento médio de 10% no poder de compra dos brasileiros nos próximos 15 anos graças ao estímulo ao crescimento econômico. Esse efeito positivo tende a ser percebido, inclusive, por pequenas empresas ( fonte).
Compliance fiscal não é mais questão de escolha, e sim de sobrevivência.
O grande problema que vejo conversando com profissionais da área é o medo do desconhecido: “Como adaptar sistemas? Que controles preciso revisar? Vai dificultar ou simplificar?” A verdade é que, mesmo com a promessa de racionalização, existe um período de transição em que regras antigas e novas vão conviver, pelo menos até 2033.
Por que o compliance fiscal é tão relevante agora?
Em todas as reformas que já observei na legislação tributária brasileira, uma certeza nunca mudou: a adaptação rápida distingue quem dorme tranquilo de quem resolve problemas correndo, pagando multas ou lidando com autuações. A reforma em vigor eleva essa régua.
Segundo estudo do Ipea, até 98% dos municípios poderão ampliar sua arrecadação dentro de 20 anos, e, no pior cenário, 83,8% ainda terão crescimento. Isso indica que a fiscalização será ainda mais relevante, pois mais dados e dinheiro passarão pelos órgãos públicos, aumentando a necessidade de controle sobre as obrigações de empresas de todos os perfis.
O compliance fiscal, para mim, é o compromisso em se antecipar e alinhar todas as operações à legislação. Isso envolve:
- Mapear corretamente os novos tributos (CBS, IBS e Seletivo);
- Ajustar classificações fiscais e parametrizações nos sistemas;
- Revisar processos de entrada e saída de notas fiscais;
- Atualizar políticas internas de registros contábeis e controles financeiros;
- Garantir que conciliações bancárias sejam compatíveis com os novos relatórios exigidos.
Como a tecnologia apoia o compliance fiscal?
Nunca vi tanta demanda por automação e integração de informações quanto neste momento. A tecnologia, quando bem escolhida, garante que informações fiscais estejam alinhadas em tempo real, reduzindo atrasos, retrabalho e erros de digitação.

Trabalhando junto de empresas, percebi como plataformas como a Openi fazem a diferença, integrando sistemas contábeis com bancos, eliminando lançamentos e conciliações manuais. Isso simplifica não apenas a rotina operacional, mas principalmente o acompanhamento das novas obrigações surgidas com as mudanças fiscais.
Para quem ainda administra planilhas ou processos fragmentados, indico fortemente conhecer mais sobre rotinas de automação contábil e financeira que centralizam informações de mais de 800 instituições em uma única interface.
O que muda no dia a dia das empresas?
Não faltam desafios a quem lidera ou atua no setor financeiro e contábil. No cotidiano, destaco as principais mudanças práticas que vivenciei ou acompanhei:
- Novo layout de arquivos fiscais digitais e necessidade de parametrização dos ERPs;
- Revisão das fórmulas de cálculo para impostos recuperáveis e não recuperáveis;
- Novos campos obrigatórios em notas fiscais e escrituração eletrônica;
- Alterações na classificação de serviços e produtos para fins tributários;
- Periodicidade diferente para entrega de obrigações acessórias.
Adaptação rápida depende de informação confiável e processos automatizados.
Uma dica prática que sempre ofereço: busque entender como seu sistema pode se conectar diretamente a plataformas de conciliação e automação. Sistemas que permitem integração rápida, como a Openi, reduzem o tempo gasto em tarefas repetitivas e deixam sua empresa mais pronta para responder aos novos requisitos.
Quais documentos e controles devo priorizar?
A base de um compliance fiscal forte está na documentação bem organizada e nos controles claros. Para não ser pego de surpresa, recomendo dar atenção especial a:
- Comprovantes de recolhimento dos novos tributos (CBS, IBS, Seletivo);
- Notas fiscais eletrônicas corretamente classificadas e armazenadas;
- Relatórios de conciliação bancária refletindo as novas exigências legais;
- Contratos comerciais adequados às novas regras tributárias;
- Documentos de parametrização de sistema e históricos de ajustes.
Esses itens são questionados em auditorias ou fiscalizações, então, investir tempo agora em organizar sua documentação pode livrar você de situações difíceis no futuro.
Se quiser uma visão aprofundada sobre o tema, escrevi um artigo específico sobre conciliação bancária para empresas, detalhando melhores práticas para esse controle.

Como garantir segurança de dados e adequação à LGPD?
Após a reforma tributária, as obrigações fiscais trazem ainda mais dados sensíveis para o fluxo interno das empresas. Proteger essas informações contra vazamentos ou uso indevido não é apenas uma exigência da LGPD, mas uma condição para manter a confiança de clientes e órgãos reguladores.
Em minha rotina, percebi que a centralização dos dados financeiros em plataformas aderentes à LGPD, como a Openi, favorece o controle do acesso e o rastreio das movimentações. Dados como CPF, valores bancários e documentos fiscais podem ser integrados diretamente, facilitando tratamentos e relatórios requeridos pela legislação.
Caso o tema seja novo para você, recomendo aprofundar-se nas boas práticas de segurança dos dados no Open Finance.
Quais riscos corro se não me adequar?
A negligência com o compliance fiscal após a reforma pode causar transtornos sérios, vários deles já presenciei no mercado:
- Recebimento de autuações com multas elevadas;
- Risco de bloqueio de atividades ou restrição de crédito;
- Perda da reputação corporativa diante de clientes e parceiros;
- Ficar impedido de participar de licitações ou negócios com setor público.
Pequenos erros podem gerar grandes perdas financeiras.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, a progressividade trazida pela reforma exige posicionamento correto desde o início, evitando discordâncias no recolhimento de impostos.
Como começar agora?
O primeiro passo é reavaliar seus processos e identificar gargalos. Depois, buscar atualizações que prometam integração rápida e compliance fiscal automático pode fazer a diferença na transição. Por experiência, sei que quem investe em informação e tecnologia tende a se adaptar melhor.
Se ainda não revisou seus controles, sugiro a leitura do artigo sobre integração de sistemas contábeis. Isso ajuda a evitar retrabalho em toda migração de cenário.
Conclusão
Ao final deste breve guia, minha perspectiva é clara: compliance fiscal no Brasil pós-reforma tributária não é moda ou tendência; é questão de se manter competitivo e seguro no mercado. Quem não se adapta, fica exposto a riscos, multas, e perde espaço para parceiros mais preparados.
Foque em informação confiável, invista em automação e conte com plataformas de Open Finance como a Openi para acelerar sua adequação às exigências legais e manter sua empresa em dia, com transparência e agilidade. Fale conosco, tire suas dúvidas e, se quiser, dê o próximo passo para digitalizar e proteger o coração financeiro do seu negócio.
Perguntas frequentes sobre compliance fiscal e reforma tributária
O que é compliance fiscal na reforma tributária?
Compliance fiscal na reforma tributária é o alinhamento total dos processos internos da empresa às novas regras tributárias, garantindo operações em conformidade e evitando riscos legais. Isso inclui mapear tributos, atualizar controles e automatizar informações para acompanhar a legislação vigente.
Como adequar minha empresa às novas regras?
O ideal é analisar os fluxos atuais, rever configurações dos sistemas contábeis, treinar equipes e adotar tecnologia capaz de integrar informações fiscais com bancos, como faz a Openi. Testes e validações constantes aumentam a confiança no atendimento correto das obrigações.
Quais são os principais riscos de não cumprir?
Os principais riscos vão desde multas elevadas até bloqueios de operações e perda de reputação. Empresas que não aderem ao compliance estão mais expostas a fiscalizações, penalidades e dificuldades de fechar contratos.
Quais documentos preciso manter atualizados?
É necessário atualizar comprovantes de recolhimento de tributos novos e antigos, notas fiscais eletrônicas, relatórios de conciliações e contratos empresariais adaptados à nova legislação. Sistemas integrados facilitam essa tarefa.
Vale a pena investir em softwares de compliance?
Sim, especialmente porque as obrigações mudam e aumentam. Plataformas como a Openi otimizam todo o controle, garantem segurança jurídica e podem evitar custos com retrabalho, multas e atrasos. Automação é um dos maiores aliados do compliance fiscal após a reforma tributária.