A cada conversa com profissionais do setor de serviços, percebo uma mistura de expectativa e apreensão no ar desde a aprovação da mais recente reforma tributária. A mudança não afeta só os grandes empresários, mas também quem administra pequenas operações. Eu mesmo, enquanto estudo o novo cenário, percebo que dúvidas e até preocupações sobre o futuro já fazem parte da rotina de quem lida diariamente com tributos.
Entendendo a nova lógica tributária sobre serviços
Antes de detalhar o impacto da reforma, preciso resumir o ponto-chave: a natureza dos impostos sobre serviços mudou. O antigo ISS (Imposto sobre Serviços), gerenciado pelos municípios, será gradativamente substituído por tributos federais e estaduais integrados, como o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Menos impostos diferentes, mais centralização e menos “puxadinhos”.
Em minha análise, essa simplificação da estrutura tributária foi uma resposta a décadas de reclamações sobre a dificuldade em cumprir obrigações fiscais. Segundo pesquisa divulgada pela Agência Brasil, 72% das empresas de médio e grande porte ainda não conseguiram adaptar seus processos para as novas regras que entram em vigor em janeiro de 2026. Ou seja, a simplicidade prometida pode ainda não ser sentida por quem precisa colocar a mão na massa.
O que de fato mudou para os prestadores de serviços?
A principal transformação está na unificação de tributos e na promessa de reduzir a famosa “guerra fiscal”. Agora, parte daqueles conflitos sobre onde pagar o tributo (município de origem ou destino) deixam de existir, reduzindo o risco de bitributação. Isso impacta diretamente escritórios de contabilidade, consultorias, clínicas e centenas de outras atividades abrangidas pela categoria de serviços.
Mas há mais. Com o novo IVA (Imposto sobre Valor Agregado), as empresas passam a lidar com um tributo mais parecido com o já praticado em países desenvolvidos. O recolhimento será feito a partir do valor adicionado em cada etapa da cadeia, favorecendo transparência e evitando a cobrança em cascata.
- ISS (Imposto sobre Serviços) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) deixam de ser aplicados de forma isolada para serviços.
- Nova legislação foca em simplificar procedimentos e padronizar regras.
- Maior clareza quanto ao local de recolhimento e cálculo.
- Possibilidade de créditos tributários ao longo da cadeia (algo antes pouco comum nos serviços).
Quais os principais desafios para adaptação?
No que tenho observado, o grande desafio está na atualização dos sistemas de gestão e contabilidade. Empresários e contadores precisam revisitar processos inteiros. Neste ponto, soluções como a Openi mostram sua relevância, pois automatizam tarefas de conciliação, lançamento e classificação, integrando-se facilmente aos bancos e sistemas de Contabilidade.

Imagine todos os lançamentos bancários integrados, sem erro humano e disponíveis para conferência imediata, 100% de acordo com os novos padrões da legislação. Quem já utiliza ferramentas adaptadas ao Open Finance, como a Openi, está, sem dúvida, um passo à frente na preparação, enquanto muitos ainda enfrentam adaptações manuais e possíveis devoluções de obrigações fiscais.
Outro ponto crítico é a capacitação de equipes contábeis e fiscais para interpretar e aplicar corretamente as novas regras. A mudança não se limita à tecnologia: muda também o papel do contador, que passa a atuar mais como consultor do que como cumpridor de tarefas repetitivas.
A reforma beneficia todas as empresas?
Esta é uma dúvida constante nas rodas de conversa entre empresários que conheço. Para empresas menores, especialmente aquelas antes enquadradas no Simples Nacional, as mudanças podem ser sentidas de forma diferente. Existe uma promessa de alíquotas diferenciadas, mas na prática, nem sempre a teoria se transforma em realidade imediata. Além disso, para quem atua em mais de um município, o processo de adaptação pode até facilitar certas demandas, mas gera uma corrida por atualização de sistemas que não era comum.
Setores impactados negativamente
Não posso deixar de comentar: serviços de mão de obra intensiva (como limpeza, segurança, saúde e educação privada) tendem a perceber aumento de carga tributária, pois antes o ISS variava bastante, podendo ser bem baixo em cidades pequenas. Com a uniformização e o IVA, essas variações locais desaparecem.
A transição: prazos e estratégias para não ficar para trás
De acordo com o cronograma do governo, a transição para o novo modelo começa oficialmente em 2026, mas será gradual até 2033. Assistindo apresentações e participando de fóruns do setor, vejo uma palavra recorrente: planejamento.
Fico cada vez mais convencido de que o maior risco é deixar a adequação para a última hora. Por isso, recomendo:
- Buscar plataformas já compatíveis com Open Finance para integrar dados bancários e fiscais.
- Treinar a equipe constantemente sobre as mudanças.
- Fazer checklists periódicos de conformidade com os novos requisitos fiscais.
- Rever o fluxo de trabalho junto ao contador (ou escritório terceirizado) para evitar retrabalho e erros. Este tema é aprofundado no artigo sobre retrabalho na contabilidade.
- Acompanhar materiais confiáveis que tratam de classificação de lançamentos e práticas para manter a conciliação sempre em dia.

Automação é aliada: por que integrar sistemas e bancos?
A complexidade da reforma fez crescer a busca por soluções que automatizam integrações entre bancos e sistemas de contabilidade. Já vi empresas reduzirem drasticamente erros e retrabalho ao adotar integrações no-code, como a que a Openi oferece. Além de garantir a segurança dos dados e obediência à LGPD, o acesso padronizado reduz significativamente o tempo gasto reconciliando lançamentos, como discuto em um guia prático para empresas sobre conciliação bancária.
O ponto principal é: integrar processos e automatizar lançamentos será indispensável na nova era tributária. Quem adiar essa mudança sentirá o impacto diretamente no bolso e na rotina.
Impactos práticos: o que as empresas precisam revisar já?
No contato com empresários, sempre destaco os tópicos críticos para o sucesso na transição:
- Revisão de contratos e composição de preços, por conta das novas alíquotas e possibilidades de crédito.
- Adequação dos sistemas de emissão de notas e conciliação. Vale visitar conteúdos sobre integração de sistemas contábeis para entender bastidores do processo.
- Criação de um calendário de revisões, acompanhando materiais de referência sobre conciliação bancária.
- Relatórios constantes para garantir que não haja lacunas entre os dados financeiros e fiscais.
Minha experiência mostra que a chave está na atualização contínua: sistemas, pessoas, rotinas. E, no cenário atual, tecnologia e automação deixaram de ser vantagem para virar necessidade.
Conclusão: como se preparar e sair na frente
Enquanto outros setores talvez sintam menos as mudanças, empresas na área de serviços precisam agir agora. A tributação mudou não só nos nomes dos impostos, mas também nas obrigações acessórias e na exigência de integração entre dados, processos e relatórios.
A Openi está pronta para apoiar quem deseja simplificar e automatizar suas rotinas financeiras e contábeis, conectando-se a bancos e sistemas em um ambiente seguro e sempre atualizado. Conheça nossas soluções em automação financeira e prepare sua empresa para enfrentar as novas regras tributárias com confiança e agilidade.
Perguntas frequentes
O que mudou na tributação de serviços?
Com a reforma tributária, o ISS municipal será gradualmente substituído por tributos nacionais e estaduais como o CBS e IBS, tornando o recolhimento mais padronizado e eliminando conflitos de bitributação. O novo modelo aposta em menos variações de alíquotas entre cidades e adoção da lógica do imposto sobre valor agregado.
Como a reforma afeta pequenas empresas?
Pequenas empresas podem sentir tanto benefícios quanto desafios. Embora a promessa seja de simplificação e possíveis alíquotas menores, nos primeiros anos pode haver aumento de carga tributária em setores específicos. O impacto real vai depender do setor de atuação e da atualização dos sistemas internos.
Quais serviços tiveram aumento de imposto?
Serviços que antes aproveitavam alíquotas reduzidas de ISS, principalmente em cidades menores ou em atividades de mão de obra intensiva, como limpeza e segurança, tendem a perceber aumento. Clínicas, escolas e consultorias podem também experimentar alíquotas efetivas maiores, dependendo da legislação local atual.
Como calcular os novos tributos de serviços?
O cálculo será feito sobre o valor adicionado em cada etapa do serviço, considerando as alíquotas nacional e estadual do novo IVA e deduzindo créditos tributários permitidos. Ferramentas de automação e integração de dados, como as oferecidas pela Openi, ajudam nesse processo ao evitar erros manuais e manter conformidade.
Quando as novas regras entram em vigor?
As novas regras começam sua implementação em janeiro de 2026, com período de transição até 2033. Empresas devem se preparar antecipadamente, atualizando processos, sistemas e capacitando equipes para não correr riscos com a adaptação tardia.