Equipe financeira analisando tributos em painel digital com gráficos e documentos

Quando eu comecei minha trajetória no mundo contábil, bastava uma troca de alíquota em uma portaria para bagunçar toda a rotina do escritório. Agora, com a chegada da reforma tributária, a transformação é mais profunda. O impacto chega não apenas na legislação, mas principalmente em como apuramos, classificamos e conciliamos dados para o cálculo correto dos tributos. O objetivo da reforma é claro: simplificar processos e tornar o sistema mais transparente. Mas como tornar isso real na prática, especialmente na rotina de empresas e escritórios de contabilidade? É sobre isso que quero falar neste artigo.

Por que simplificar a apuração de tributos nunca foi tão necessário?

Segundo estudos oficiais do governo federal, a simplificação do sistema tributário pode adicionar até 20% ao PIB do país em 15 anos, chegando a um crescimento de R$ 1,2 trilhão. Além disso, espera-se a criação de até 12 milhões de empregos no período, com aumento do poder de compra em todas as faixas de renda. Para as empresas, a maior diferença estará na rotina diária. Menos horas serão gastas com o retrabalho burocrático, e mais energia estará disponível para inovar e buscar novos mercados. No entanto, toda mudança exige adaptação rápida. Adaptar-se é, acima de tudo, sobreviver.

O que mudou na apuração de tributos?

Na minha experiência, a maior complexidade sempre esteve na quantidade de tributos, na variedade de regimes e na falta de integração entre os sistemas. Agora, a reforma propõe a unificação de impostos no chamado Imposto sobre Valor Agregado, o famoso IVA. Aqui estão os principais pontos:

  • Fim de vários tributos federais, estaduais e municipais isolados
  • Criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
  • Um único documento fiscal para cada operação
  • Registros mais simples e padronização de obrigações acessórias

Na prática, isso significa menos tempo gasto conferindo planilhas e mais tempo para análise de resultados. E, claro, uma menor chance de cometer erros no envio das informações ao fisco.

"A padronização reduz dúvidas e evita autuações por interpretações divergentes."

Como adaptar os processos contábeis rapidamente?

Uma das dores que eu mais escuto dos clientes é o medo do retrabalho e dos ajustes de última hora. Por isso, recomendo atacar o problema por etapas, com organização e clareza. Compartilho o caminho que costumo sugerir:

  1. Mapeamento dos processos internos: Analise todo o ciclo da informação fiscal, do lançamento no financeiro até a geração do imposto devido.
  2. Conciliação bancária automatizada: Ferramentas que automatizam a conciliação bancária eliminam inconsistências e apontam inconsistências antes mesmo do fechamento.
  3. Integração entre sistemas: Um dos grandes desafios ainda está em integrar plataformas contábeis e financeiras. A integração nativa, como a que a Openi oferece com TOTVS, SAP e Oracle, acelera drasticamente o fluxo de dados e reduz falhas humanas.
  4. Automação da classificação de despesas e receitas: Automatizar permite que cada entrada bancária seja classificada corretamente, garantindo precisão e agilidade. Para dicas detalhadas, vale conferir a categoria de classificação de dados no blog da Openi.
  5. Capacitação da equipe: De nada adianta a tecnologia se o time não domina seus recursos. Investir na formação contínua é indispensável para tirar o melhor proveito das mudanças.

Foi assim que vi empresas saírem do excesso de retrabalho (tema que já discuti em um outro artigo) para um fluxo digital transparente.

Como a automação preenche a lacuna entre legislação e prática?

A tecnologia permite traduzir rapidamente mudanças legais em rotinas de cálculo e geração de obrigações acessórias. Na prática, estamos falando de sistemas capazes de se atualizar conforme a legislação evolui. No caso da Openi, as integrações vão além do simples envio de dados ao governo. Elas já efetuam a classificação contábil e fiscal automática, fazem conciliações em minutos, identificam lançamentos duplicados e até sugerem correções antes de fechar o mês.

Planilha fiscal digital integrada a sistema bancário

Eu percebo que o grande valor está na velocidade da atualização dos parâmetros fiscais. O time ganha autonomia para implementar regras sem depender de codificações demoradas. Para empresas multibanco, isso faz diferença. Afinal, consolidar dados de várias instituições financeiras pode ser um desafio sem as ferramentas certas.

Como estruturar um processo ágil para apuração de tributos?

Cada empresa tem sua realidade, mas alguns princípios universais ajudam muito nesse momento de transição:

  • Garanta que todas as integrações estejam funcionando (verifique integração bancária, plataformas ERP e sistemas de folha)
  • Evite lançamentos manuais. A automação reduz risco e acelera a rotina
  • Tenha relatórios centralizados: use dashboards que consolidem informações fiscais em tempo real
  • Implemente alertas automáticos para inconsistências e lançamentos fora de padrão
  • Revise periodicamente as regras de classificação fiscal conforme atualização da legislação

No universo da automação financeira, percebo um salto de qualidade quando as equipes se tornam protagonistas do processo, com dados claros e tarefas mais estratégicas nas mãos.

Impactos para o setor contábil e financeiro: desafios e oportunidades

Segundo Bernard Appy, espera-se um aumento de 10% no poder de compra dos brasileiros em 15 anos após a reforma tributária. Parte desse resultado virá do corte nos custos de conformidade tributária. Ou seja, todos ganham: empresas, cidadãos e governo. O desafio está em se preparar bem desde já.

Equipe apresenta relatório fiscal com gráficos em uma tela grande

Quem atua nesse setor sabe o quanto a integração de sistemas pode ser o ponto-chave para garantir agilidade. Recursos como os da Openi, que conectam mais de 800 instituições financeiras com sistemas contábeis no modelo no-code, eliminam gargalos e aumentam a segurança.

Para quem está começando a reestruturar processos, meu conselho é: repense toda a jornada da informação tributária, ponto a ponto. Qualquer brecha para planilhas paralelas ou controles manuais abre portas para falhas onerosas. E isto, no ambiente pós-reforma, pode custar muito caro.

Integração com plataformas: uma virada de chave para contadores

Durante minhas consultorias, já testemunhei escritórios reduzirem o tempo gasto na apuração mensal de tributos de 3 dias para algumas poucas horas, apenas eliminando lançamentos manuais e automatizando a geração de documentos fiscais. A discussão sobre integração de sistemas contábeis ganha uma nova dimensão diante da reforma tributária. Quando os sistemas conversam, tudo flui.

"Quando os dados se integram, os erros desaparecem."

Conclusão: tornar a apuração tributária mais simples é possível

Viver a contabilidade em meio a uma mudança histórica como essa é desafiador, mas também traz oportunidades singulares. Com a reforma, as empresas que investirem em automação, integração e revisão de processos reduzindo o retrabalho terão um ambiente tributário mais previsível e menos penoso. Na minha experiência, quem busca as soluções certas como as oferecidas pela Openi sai na frente na corrida pela eficiência e segurança fiscal. Se você quer saber como otimizar os processos do seu negócio e garantir tranquilidade na nova era da apuração de tributos, vale conversar com quem entende do assunto. Conheça as soluções que a Openi prepara para este novo cenário – sua equipe e seu financeiro vão agradecer.

Perguntas frequentes sobre a apuração de tributos após a reforma

O que mudou na apuração de tributos?

Após a reforma, vários tributos foram unificados em dois principais impostos (CBS e IBS), acabando com a multiplicidade de obrigações acessórias e notas diferentes para cada ente federativo. Agora, a apuração e o recolhimento tornam-se mais automatizados, com regras mais claras e reduzindo os riscos de interpretações divergentes. O objetivo é simplificar rotinas e garantir mais transparência.

Como simplificar o cálculo dos tributos?

A melhor forma é automatizar processos desde o início: integre sistemas financeiros, automatize a classificação de receitas e despesas e use plataformas capazes de atualizar regras fiscais conforme as mudanças. Assim, você diminui erros manuais e ganha clareza nos relatórios. Soluções como a Openi proporcionam essa integração direta entre bancos e ERPs, facilitando o cálculo correto.

Quais tributos foram unificados na reforma?

Tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS foram agrupados em dois principais: a CBS e o IBS. Isso diminui a complexidade do sistema, tornando a apuração mais objetiva e eficiente. Com essa unificação, obrigações diferentes agora são centralizadas, auxiliando na organização fiscal das empresas.

Vale a pena usar softwares de apuração?

Sem dúvida. O uso de softwares que integram informações contábeis, bancárias e fiscais reduz o retrabalho, elimina duplicidade de dados e agiliza a rotina. Com as mudanças da reforma, sistemas adaptáveis – como os oferecidos pela Openi – garantem conformidade e são um investimento indispensável para evitar problemas futuros.

Onde consultar novas regras tributárias?

As regras atualizadas estão nos portais da Receita Federal, Secretarias de Fazenda e no Portal Nacional da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda. Além disso, conte com blogs especializados, como o blog da Openi, para análises e guias práticos para empresas se manterem sempre atualizadas.

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Beatriz Galvão

Sobre o Autor

Beatriz Galvão

Beatriz Galvão atua há anos no universo de tecnologia e inovação, especialmente interessada em soluções que otimizam rotinas empresariais e conectam sistemas financeiros. Ela dedica-se a compartilhar conhecimento sobre automação, integração e transformação digital para empresas de todos os portes. Acredita no potencial do Open Finance para simplificar operações, aumentar a produtividade e entregar valor real para negócios dos mais diversos segmentos.

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