Desde que a proposta de reforma tributária começou a ganhar espaço no Brasil, gestores contábeis de todo o país vêm acompanhando, atentos, cada detalhe das mudanças. Em minhas conversas com profissionais da área, percebo um misto de curiosidade e preocupação: como adaptar processos que, há anos, seguem padrões já conhecidos para algo totalmente novo?
Essa insegurança faz sentido. O surgimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) representa não só uma nova configuração de tributos, mas uma virada de chave nas rotinas fiscais e contábeis. Neste artigo, quero explicar o que muda, como vejo as principais obrigações e, é claro, como projetos como a Openi podem apoiar nessa transição.
Mudança tributária pede atenção redobrada.
O que são IBS e CBS?
Primeiro, preciso explicar de forma clara: IBS e CBS são, respectivamente, o novo imposto estadual/municipal e a nova contribuição federal propostos para unificar e substituir uma série de tributos atuais voltados ao consumo. Com o IBS, espera-se substituir ICMS e ISS. A CBS entrará no lugar do PIS e da Cofins. O objetivo do governo ao propor esse modelo é reduzir a complexidade, padronizar regras e permitir maior transparência na apuração de créditos e débitos.
Como eu observo, trata-se de uma demanda antiga do setor: a quantidade de obrigações acessórias, declarações e guias atuais torna o processo burocrático e propenso a falhas humanas.
Por que a rotina dos gestores contábeis muda?
Quando acompanho discussões sobre a reforma, uma pergunta aparece o tempo todo: "Mas, no fim das contas, o que realmente vai mudar para o escritório contábil, para o departamento fiscal?" Posso resumir assim:
- Declarações diferentes: as obrigações acessórias antigas serão substituídas por novas.
- Regras de crédito fiscal mais claras, mas exigentes quanto ao controle de documentos.
- Uniformização de alíquotas e regras.
- Necessidade de integração entre sistemas para evitar erros e retrabalho.
- Novas exigências quanto à informação prestada ao Fisco.
Essas mudanças exigem postura ativa. Em vez de simplesmente esperar por sistemas prontos, tenho visto profissionais já buscando alternativas para integrar bancos, ERPs e softwares contábeis antes da obrigatoriedade.
O papel da tecnologia: do retrabalho à automação
No passado, já perdi horas e horas ajustando lançamentos ou revisando conciliações bancárias realizadas "no braço". O problema do retrabalho, na contabilidade, é antigo. Aliás, há um bom texto sobre as causas e como evitá-lo em retrabalho na contabilidade.
Com os novos tributos, o controle digital será ainda mais demandado. Ferramentas que integram automaticamente bancos e sistemas contábeis, como a Openi, já preparam gestores para a nova lógica do IBS e CBS. Eliminei boa parte dos erros que via quando passei a adotar integrações otimizadas, inclusive em ambientes complexos, como TOTVS, SAP e Oracle.

Para quem acredita que não existe diferença entre integrações prontas e projetos sob medida, recomendo a leitura deste artigo sobre integrações contábeis. Algumas empresas precisarão de soluções muito personalizadas para se encaixarem nas novas obrigações trazidas pelo IBS e CBS.
Novas declarações e obrigações acessórias
Na prática, grande parte do esforço migrará para a alimentação e manutenção dessas declarações eletrônicas. A cada conversa que tenho com colegas do setor, surge a mesma dúvida: como evitar que os erros manuais prejudiquem a apuração correta?
- Cuidado com informações duplicadas, ajustes de última hora e inconsistências de nota.
- Tenha sempre atualizado o cadastro de fornecedores e clientes, pois cruzamentos serão ainda mais frequentes.
- Capriche nas integrações: lançar manualmente não será sustentável.
Já passei por situações em que, ao revisar dados para as declarações do antigo PIS/COFINS, encontrei diferenças que impactaram todo o cálculo tributário mensal. Com a chegada do IBS e CBS, a margem para erros tende a diminuir, pois o controle eletrônico será intensificado em todos os níveis.
Boas práticas de controle a partir do Open Finance
O Open Finance, conceito que já vem sendo absorvido pelas empresas e, principalmente, por gestores que buscam reduzir atividades manuais, ganha força com a reforma tributária. Eu noto que, quando sistemas bancários e contábeis trocam informações automaticamente por soluções como a Openi, o fluxo do dado financeiro fica mais confiável do início ao fim.
Entre as boas práticas que observei em clientes e parceiros de diferentes setores, destaco:
- Integrar extratos e comprovantes diretamente nos lançamentos fiscais.
- Classificar operações e despesas usando padrões próprios, agilizando a preparação para novas declarações.
- Contar com plataformas que já respeitam o LGPD e as novas regras do Banco Central, fator que inspira confiança em auditorias.
- Buscar informações atualizadas, conhecendo e testando soluções que possam trazer mais transparência e segurança na classificação fiscal.
Se você quiser entender o impacto real da automação no ambiente contábil e fiscal, recomendo um passeio pela página de conteúdos sobre automação. O número de empresas que já percebeu ganhos expressivos desde que apostou em integração direta com bancos e plataformas cresce rapidamente.

Outro tema sempre recorrente é a conciliação bancária, fundamental para cruzamento fiscal. Para quem quer um passo a passo eficiente, sugiro o guia prático de conciliação bancária que pode barrar erros antes mesmo de eles acontecerem.
Impactos para diferentes segmentos
Em minha rotina de consultoria e gestão, já trabalhei com setor de saúde, varejo, indústrias e imobiliárias. Cada um sofre impactos diferentes diante do novo modelo fiscal. Indústrias têm rotinas intensas de créditos e débito, o varejo lida com alto volume de transações, mercados regulados cobram total adequação.
Os escritórios que já usam plataformas como Openi relatam um alívio expressivo na preparação de arquivos obrigatórios e redução do tempo de fechamento mensal. É o caminho natural neste novo ambiente, em que grande parte das obrigações será digital, monitorada e cruzada em tempo real pelas autoridades fiscais.
Como começar a adaptar a rotina?
Vejo, com frequência, três pontos fundamentais para qualquer gestor contábil se preparar:
- Capacitação constante e atualização das equipes sobre as principais mudanças legais e fiscais.
- Revisão total dos fluxos de integração: quanto menos digitação manual, menores os riscos.
- Busca ativa por parceiros e plataformas que simplificam a automação sem exigir programação, como soluções no-code que já se conectam a mais de 800 instituições.
Em muitos projetos, participei da discussão sobre integração de sistemas, e recomendo fortemente conhecer mais sobre os bastidores da integração contábil, pois são detalhes como esses que fazem a diferença no dia a dia.
Conclusão
Com a chegada do IBS e CBS, o contador e o gestor contábil precisarão rever sua relação com os dados, apostando em integração, automação e formação contínua. O segredo estará em antecipar tendências, buscar alternativas tecnológicas e cercar-se de ferramentas confiáveis.
Na minha experiência, plataformas como a Openi já entregam o que a nova legislação exigirá: integração de dados automática, redução drástica de riscos e adaptação a diferentes segmentos. Se você quer se preparar e sair na frente nesta transição fiscal e contábil, te convido a conhecer mais sobre como a Openi pode ajudar sua empresa a se adequar e crescer neste novo cenário. Basta entrar em contato para entender como personalizar a integração financeira-fiscal de acordo com a sua demanda!
Perguntas frequentes
O que é o IBS e a CBS?
IBS é o Imposto sobre Bens e Serviços, criado para substituir ICMS e ISS. CBS significa Contribuição sobre Bens e Serviços, que entrará no lugar do PIS e Cofins. Ambos fazem parte da reforma tributária para simplificar o sistema de tributos sobre o consumo no Brasil.
Quais obrigações mudam para gestores contábeis?
Gestores terão novas declarações a entregar, precisam atualizar cadastros e garantir total controle das informações fiscais. Os principais pontos são adaptação a novas regras, necessidade de integrações automáticas e maior atenção à documentação eletrônica.
Como me adaptar às novas regras fiscais?
Primeiro, recomendo investir em treinamentos e conhecer as plataformas de automação e integração financeira. Automatizar processos, revisar cadastros e manter as equipes sempre atualizadas são passos fundamentais. Soluções como a Openi podem ser grandes aliadas nessa adaptação.
Vale a pena investir em consultoria tributária?
Sim, principalmente na fase inicial da transição. Contar com consultores e plataformas especializadas ajuda a evitar erros, interpretar corretamente as novas normas e oferece mais segurança para a tomada de decisão.
Onde encontrar informações atualizadas sobre IBS?
Sugiro acompanhar publicações de instituições oficiais, portais de notícias e páginas especializadas na web. Além disso, acompanhar o blog da Openi pode ajudar quem busca conteúdos claros sobre automação e integração alinhados ao novo cenário fiscal.